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'Senhor formação' do Sporting lembra: "Todos querem ser como o Ronaldo mas isso não é para todos

Em entrevista ao jornal desportivo 'A Bola', Aurélio Pereira recordou a descoberta de Cristiano Ronaldo e comentou a mudança no nome da Academia do Sporting.

"Foi o Osvaldo Silva e o Paulo Cardoso que viram o seu primeiro treino. Eu apenas estive no segundo e vi logo talento. Fiz o relatório a propor a troca da dívida pelo Cristiano. Na altura, Simões de Almeida disse ser uma loucura pagar tanto dinheiro por um miúdo, mas dias depois Rita Figueira disse que o acordo estava assinado. Foi a melhor coisa que fizeram", salientou o 'senhor formação' do Sporting.

Quanto à mudança da Academia de Alcochete para Academia Cristiano Ronaldo, o antigo olheiro refere que "logicamente que foi ideia brilhante que a administração da SAD e o presidente tiveram. Para confessar, fui apanhado de surpresa, mas trata-se de uma homenagem e ele irá retribuir e olhar para o clube que o fez nascer. Cristiano Ronaldo é um símbolo do clube, está sempre disposto a colaborar naquilo que for preciso e fico grato por esta homenagem".

Aurélio Pereira lembrou ainda que Cristiano Ronaldo é um grande exemplo para os jovens jogadores que chegam à academia dos leões. "Há realmente muitas fotos na Academia e eu próprio tenho algumas fotografias com ele. Para os miúdos que entram é uma referência fantástica. Todos querem ser como ele mas isso não é para todos. Ter aquela paixão pelo treino, pelo jogo, a paixão pela profissão... As três coisas que ele tem e que lhe permitiram atingir o nível que ele atingiu. Isto aplica-se aos talentos e aos bons jogadores, aliás, só estes dois tipos de jogadores entram no Sporting. E mesmo assim não são completos com essas três vertentes."

Recorde-se que ‘CR7’ nasceu para o futebol com oito anos no Andorinha, um pequeno clube da Madeira em que o pai era roupeiro, e não demorou muito a despertar o apetite dos dois maiores clubes da ilha. O extremo esteve no Nacional duas épocas, até ser descoberto por Aurélio Pereira em 1997, com o auxílio de João Marques de Freitas, presidente do núcleo ‘leonino’ da região.

COVID-19
A ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, no âmbito da emergência de saúde pública causada pela pandemia de COVID-19, relembra aos consumidores que se encontram em situação de desemprego, de quebra de rendimentos ou de infeção por Covid-19 que o prazo para a proibição de corte do fornecimento de energia termina já no próximo dia 30 de setembro.
A Lei n.º 18/2020, de 29.6, prolongou a proibição da interrupção do fornecimento de
eletricidade e de gás natural (não inclui o GPL canalizado) até 30 de setembro, para situações de desemprego, infeção por Covid-19 ou quebra de rendimentos do agregado familiar igual ou superior a 20%.
Apoios a Trabalhadores Independentes e MOE
De acordo com informação da Segurança Social, estará disponível na Segurança Social Direta (SSD), em www.seg-social.pt, entre os dias 23 e 30 de setembro, em formulário eletrónico, um período extraordinário de candidaturas para períodos retroativos das Medidas "Apoio extraordinário à redução da atividade económica" e “Medida extraordinária de incentivo à atividade profissional” para trabalhadores independentes e membros de órgãos estatutários das pessoas coletivas (MOE).
Este período excecional de candidaturas tem por objetivo possibilitar o acesso a estes apoios extraordinários pelos referidos beneficiários, que afetados na sua atividade económica pelos efeitos da pandemia de Covid-19 nos períodos anteriores, não conseguiram submeter os respetivos processos, ou não reuniam requisitos para a submissão das respetivas candidaturas.
No caso dos empresários em nome individual, as candidaturas devem ser formalizadas acedendo através da opção de Trabalhadores Independentes.

Apoio extraordinário à redução da atividade económica

Este apoio é concedido aos gerentes das micro e pequenas empresas, tenham ou não participação no capital da empresa (sócios e não sócios), aos empresários em nome individual, bem como aos membros dos órgãos estatutários (MOE) de fundações, associações ou cooperativas com funções equivalentes às daqueles, que estejam, nessa qualidade, exclusivamente abrangidos pelos regimes de Segurança Social.
O apoio financeiro tem a duração de um mês, prorrogável mensalmente, até um máximo de seis meses, com o limite máximo de €1905, correspondente:
  •     ao valor da remuneração registada como base de incidência contributiva, nas situações em que o valor da remuneração registada como base de incidência é inferior a 1,5 IAS (658,22 euros);
  •     a dois terços do valor da remuneração registada como base de incidência contributiva, nas situações em que o valor da remuneração registada é superior ou igual a 1,5 IAS (658,22 euros).
Medida extraordinária de incentivo à atividade profissional

Esta Medida, para além de abranger os trabalhadores que em março de 2020 se encontravam exclusivamente abrangidos pelo regime dos trabalhadores independentes, contempla os trabalhadores independentes que estejam também abrangidos pelo regime dos trabalhadores por conta de outrem (TCO) que não aufiram, neste regime, um valor superior a €438,81 (IAS).
Para efeitos de aplicação desta medida de apoio, os eventuais beneficiários têm de estar numa das seguintes condições:

- em situação comprovada de paragem total da sua atividade, ou da atividade do respetivo setor, em consequência da pandemia; ou
- por meio de declaração do próprio conjuntamente com certidão de contabilista certificado que o ateste, em situação de quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40% da faturação no período de trinta dias anterior ao do pedido junto dos serviços competentes da Segurança Social.

O trabalhador independente tem direito a um apoio financeiro com duração de um mês, prorrogável mensalmente até um máximo de três meses, tendo como limite máximo 50% do valor do IAS (€219,41).


IRC e IRS
Foi publicada em Diário da República a portaria que aprova os coeficientes de desvalorização da moeda, para efeitos de correção monetária, a aplicar aos bens e direitos alienados durante o ano de 2020, para determinação da matéria coletável do imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC) e do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS).

 
De acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao Índice de Preços no Consumidor exceto habitação, houve uma variação positiva de 0,22 %, pelo que se procedeu à atualização dos coeficientes de desvalorização da moeda de acordo com esta variação.
Importa referir que, os coeficientes de desvalorização da moeda aplicáveis aos bens e direitos alienados durante o ano de 2019 foram atualizados pela Portaria nº 362/2019, de 9 de outubro.
Fundos europeus
Estão disponíveis 20 milhões de euros de fundos europeus do Norte 2020 e Centro 2020 para financiar os municípios que criem balcões de atendimento público onde os cidadãos possam, gratuitamente, identificar as suas propriedades rústicas ou mistas.
O apoio é dirigido aos municípios da Região Norte e da Região Centro do país que não disponham de cadastro geométrico da propriedade rústica ou cadastro predial, para financiamento das despesas com pessoal, assistência técnica e consultoria, equipamento informático e software especializado, promoção e divulgação.
Esta operação dá continuidade ao Sistema de Informação Cadastral Simplificada iniciado em 2017 e que, na sua fase piloto, adotou medidas para a imediata identificação da estrutura fundiária e da titularidade dos prédios rústicos e mistos em 10 municípios dos territórios afetados pelos incêndios desse ano.
Em setembro de 2019 foi publicado em Diário da República o Decreto Regulamentar nº 4/2019 que criou as condições para alargar o sistema de informação cadastral simplificada e o Balcão Único do Prédio (BUPi) a todo o país.
(justiça.gov.pt)
Segurança Social
A idade de acesso às pensões de velhice do regime geral de segurança social encontra-se atualmente fixada nos 66 anos e 5 meses.
De salientar que foi eliminado o fator de sustentabilidade em regimes de antecipação da idade de pensão de velhice do regime geral de segurança social.
Passa a ser permitido que os trabalhadores que exercem profissões de desgaste rápido beneficiem do fim da utilização do fator de sustentabilidade no cálculo das suas pensões, como é o caso dos: pilotos, mineiros, bailarinos, pescadores e outros.
Covid-19
Foi já aprovada na generalidade a Proposta de lei do Governo que cria o processo extraordinário de viabilização de empresas (PEVE) em dificuldades devido à pandemia de COVID-19, baixando agora à comissão parlamentar da especialidade.
O PEVE é um mecanismo temporário, de natureza extraordinária, destinado, exclusivamente, a empresas que se encontrem em situação económica difícil, ou em situação de insolvência, iminente ou atual.
As empresas em situação difícil podem recorrer ao PEVE desde que isso seja consequência da crise económica provocada pela covid-19 e que “a empresa ainda seja suscetível de viabilização”. Para tal, é exigido que tenha registado em 31 de dezembro de 2019 um ativo superior ao passivo.
O processo (Processo Especial de Revitalização e Processo Especial para Acordo de Pagamento), visa a homologação pelo tribunal de um acordo alcançado extrajudicialmente entre a empresa e os seus credores e tem caráter urgente, com prioridade sobre processos de insolvência.
A empresa deve apresentar um requerimento no tribunal competente para declarar a sua insolvência, sendo nomeado um Administrador Judicial Provisório, que tem 15 dias para emitir um parecer quanto à viabilidade do acordo alcançado.
Concluído este passo, não podem ser instauradas quaisquer ações para cobrança de dívidas contra a empresa.
De seguida é publicada a lista de credores e o acordo de viabilização, tendo os mesmos também 15 dias para impugnar a relação de credores e/ou requerer a não homologação do acordo.
Esgotados aqueles prazos, o juiz tem 10 dias para decidir sobre as impugnações, analisar o acordo e proceder à sua homologação, se for caso disso.
Em caso de homologação do processo, são aplicáveis nos planos prestacionais de créditos tributários, reduções da taxa de juros de mora, que não são cumuláveis com as demais reduções previstas noutros diplomas, nos seguintes montantes:
  • 25% em planos de 73 até 150 prestações mensais;
  • 50% em planos de 37 e até 72 prestações mensais;
  • 75% em planos de até 36 prestações mensais, ou
  • a totalidade de juros de mora vencidos, desde que a dívida se mostre paga nos 30 dias seguintes à homologação do acordo.
COVID-19
Em resultado do atual contexto de emergência de saúde pública, está em vigor, até ao dia 31 de março de 2021, um regime de moratória aplicável a contratos de crédito à habitação garantidos por hipoteca e outros créditos hipotecários, de locação financeira de imóveis destinados à habitação, e contratos de crédito com finalidade educação, celebrados com consumidores.
Para beneficiar da moratória, o consumidor deve solicitar a sua aplicação junto da instituição mutuante até ao dia 30 de setembro de 2020.
O consumidor pode suspender o pagamento das prestações do crédito entre o momento em que a moratória é solicitada à instituição e o dia 31 de março de 2021.
No caso de contratos de crédito já abrangidos pela moratória pública em 17 de junho de 2020, a suspensão do pagamento das prestações inicialmente prevista até 30 de setembro é automaticamente estendida até 31 de março de 2021. Todavia, o consumidor pode optar por suspender o pagamento das prestações apenas até ao dia 30 de setembro, devendo, nesse caso, comunicar essa intenção à instituição mutuante até 20 de setembro de 2020.Os juros que se vençam durante o período da moratória serão capitalizados no valor em dívida do empréstimo.
O consumidor pode solicitar apenas a suspensão do reembolso de capital (continuando a pagar juros do empréstimo). Neste caso, o valor em dívida no empréstimo mantém-se durante o período da moratória.
O prazo do empréstimo estende-se por um período igual ao da duração da moratória. Esta extensão do prazo de pagamento de capital, juros, comissões e demais encargos relativos aos contratos de crédito abrangidos pela medida não dá origem a incumprimento contratual ou ativação de cláusulas de vencimento antecipado.
Durante o período da moratória, encontra-se suspensa a exigibilidade das prestações pecuniárias associadas aos créditos que beneficiem das medidas de apoio, incluindo aquelas que possam estar em mora na data de adesão ao regime, deixando de ser aplicáveis juros de mora e outras penalidades contratuais.
As garantias concedidas pelo cliente bancário ou por terceiros mantêm-se válidas e eficazes durante o período da moratória, prorrogando-se por igual período.
Nos casos em que os créditos que beneficiam da moratória foram concedidos ao abrigo de regimes de crédito bonificado, a aplicação da moratória não dá origem a qualquer penalização, nomeadamente no que se refere ao agravamento de encargos, redução de bonificação ou outras penalizações que estejam associadas ao crédito bonificado, incluindo as decorrentes do aumento do prazo do crédito.